Você sabe o que é um cueiro? Eu não tinha a menor ideia que isso existia até cerca de duas semanas atrás. Ou ao menos até já tinha visto um envolvendo um bebê, mas não sabia que tinha esse nome.
Começamos a montar o enxoval do bebê e um novo mundo da moda se abriu para mim. Macacões, bodies, casaquinhos, touquinhas, meinhas, mantinhas e muitos outros diminutivos agora fazem parte do meu repertório de vestuário.
Foi preciso planejar o que o neném vai usar mais ou menos a cada três meses, batendo com as estações do ano para que não passe frio ou calor.
Curti e fiquei ao mesmo tempo confuso com as toalhas com capuz, os diferentes tipos de babador e as surpreendentes luvinhas anti-arranhão. Não sabia que recém-nascidos tinham tendência de usar suas unhas novinhas para a automutilação, achei que eram apenas curiosos.
E tem o cueiro, claro.

Afinal, o que é um cueiro?
O cueiro, eu vim a descobrir, nada mais é que um pano multiuso para envolver o bebê. Ele é uma manta leve com tecido macio, que pode ser usado para apoiá-lo no colo, levá-lo para um passeio curto ou apenas para aquecê-lo.
Vale lembrar que, no início da vida, seres humaninhos gostam de ficar enroladinhos, como em um casulo, o que traz conforto e segurança. Eu durmo assim até hoje, recomendo.
O nome cueiro tem origem no local que você está pensando mesmo. Em português de Portugal, porém, “cu” serve também para as nádegas. E antigamente, antes da invenção das fraldas modernas, os nenéns eram enrolados em panos. O cueiro, em geral, ficava em volta da bundinha, às vezes em parceria com uma fralda de pano mais específica.
Com o passar do tempo e a chegada das novas tecnologias de contenção de xixi e cocô, o cueiro ganhou novos usos e passou a cobrir os corpinhos inteiros. Só ficou o nome.
Quer dizer, o negócio é multiuso, então você pode usar como nossos antepassados usavam caso queira, naturalmente.
Na mesma linha e com a mesma explicação do cueiro, temos a calça mijão, mas essa eu não ouvi durante as compras do enxoval, só depois. Hoje as calças são mais bonitinhas porque os bebês esperam para fazer xixi na cara dos pais, quando estes estão trocando as suas fraldas.
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Outros aprendizados do enxoval
Além do cueiro, outras novidades (ao menos para mim) despertaram a minha curiosidade na compra do enxoval.
A toalha de banho com capuzinho, por exemplo, eu achava que era apenas uma fofura. Na verdade, é porque o bebê perde muito calor pela cabeça, o que também justifica as touquinhas e gorrinhos. É fofura e utilidade simultaneamente, portanto.
Eu também achava que body e macacão eram sinônimos, quando na verdade o primeiro não tem as pernas, podendo ser ajustado sobre a fralda com botões.
Falando em macacões e bodies, eles também podem vir equipados com luvinhas anti-arranhões. Bebês são mucho locos nos primeiros meses de vida, e uma das coisas que mais os entusiasmam são as próprias mãos. Na empolgação de descobrir o mundo com o tato, suas unhas podem provocar ferimentos nos rostinhos.
Outra opção é deixá-los completamente encasulados no cueiro, com os bracinhos para dentro, mas não me parece ser uma solução recomendável.
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Novas descobertas o tempo todo
Esperar um filho é obviamente algo cheio de surpresas, em diversas áreas. Neste post, por exemplo, só falei de curiosidades do enxoval de roupas, focando em algo bobo e imaturo como um nome engraçado: cueiro.
Ainda durante as compras, descobri os vários tipos de bicos de mamadeiras e copos de transição alimentar, que servem para fases específicas do primeiro ano de vida.
Meu instinto, e talvez o seu, seja de dizer “na minha época era só um tipo de bico e de pano, não tinha nada dessas coisas”. Mas será que era? Vou perguntar para minha mãe na próxima vez que nos encontrarmos.
E olha que ainda nem mergulhamos na escolha mais cara e também cheia de opções dos primeiros anos de vida da criança: o carrinho. Já estamos pesquisando, e é impressionante a quantidade de modelos, formatos e acessórios disponíveis.
Mas isso fica para outro post.
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